Nicholas Hoult Brasil
Abril 26, 2016  Os comentários estão fechados Entrevista Traduzida, Entrevistas, Filmes, Kill Your Friends

Confira uma nova entrevista com o Nicholas para a Entertainment Weekly, onde ele fala sobre Kill Your Friends e o processo de interpretar Steven Stelfox:

Você na verdade conseguiu o roteiro de Kill Your Friends alguns anos atrás, certo?
Sim, foi um processo de roteiro bem aleatório, porque eu estava sentado do Hyde Park em Londres, e um produtor me encontrou e disse, “Eu tenho esse roteiro chamado Kill Your Friends.” E obviamente, na minha mente, eu estava tipo, “Um, ok. Vou te dar o número do meu agente, mas eu não espero ver um roteiro ou qualquer coisa disso.” E então um tempo depois, eu peguei o roteiro e li, e naquela época eu não achava que era velho o bastante para interpretar o personagem. Era muito cedo no processo de desenvolvimento, e não parecia certo. Acho que talvez um ano depois, eles voltaram e tinham contratado Owen Harris para dirigir, e eu li o roteiro de novo, e não sei. Naquele momento, eu estava tipo, sim, por que não? Vamos nos divertir. Algo tinha mudado naquele ano onde achei que era capaz de fazer isso.

Então o que foi que te atraiu na segunda vez?
Eu gostei muito da escrita de John. Eu acho obscura e distorcida e um pouco observador. Ele mergulhou na indústria musical, e para os meus amigos que são dessa indústria ou qualquer pessoa que esteve nessa indústria, pode ser um lugar horrendo. Como qualquer indústria, eu acho, dependendo de que lado você está. Eu apenas pensei que John teve um jeito muito interessante de retratar isso, e esse personagem era irremediável. Apenas me fez rir, de um jeito que talvez eu não deveria.

Você teve alguma hesitação sobre abordar um personagem tão antipático? Stelfox é muito manipulador e violento e em geral muito desagradável.
Não muito, porque eu não sou alguém que está tentando formar uma carreira com as pessoas pensando que sempre interpreto o cara legal ou esse tipo de coisa. Eu realmente não tenho nenhuma restrição. Digo, falando de qualquer papel, sempre há restrições do tipo “eu posso fazer isso? Isso vai funcionar?” Você chega no set no primeiro dia, e então pensa “Certo, agora eu tenho que fazer isso,” e isso é uma perspectiva aterrorizante com qualquer papel. Certamente há personagens que você olha e pensa “Eu tenho uma ideia de como fazer isso, e é dentro da minha zona de conforto,” e eu acho que esse papel não estava na minha zona de conforto que eu estava fazendo e o que é mais natural, talvez. Então foi um bom desafio.

O filme segue uma linha muito interessante entre humor negro e alguns momentos obscuros realmente intensos. Foi difícil encontrar o tom certo?
Isso foi mais entre Owen e John do que para mim. Para mim, foi só interpretar fielmente. Eu nunca interpreto esse tipo particular como comédia. Mas acho que é algo que a audiência tem dificuldade de ler de vez em quando. É tão engraçado de um jeito obscuro algumas vezes ou errado que você não sabe qual lado você está ou o que é aceitável dar risada, e eu acho que isso desafia um pouco as pessoas. Em alguns momentos eu sento e fico “Oh, isso é um pouco perigoso.” Mas é baseado em algo verdadeiro, porque John trabalhou como A&R na indústria musical nos anos 90. Muito da história é fictício, mas os personagens e as coisas são baseadas em pessoas reais e os eventos são um pouco similares aos eventos reais que aconteceram.

Você interpreta um A&R que não está interessado em música, apesar de isso ser o seu trabalho. Mas você fez alguma pesquisa ou tentou mergulhar na música dos anos 90? Você ouvia alguma coisa?
Bom, pelo fato do meu personagem não ter interesse na música dos anos 90 ou música em geral, de verdade, não houve necessidade de mergulhar na música da época. Mas, por sorte, nós temos uma ótima trilha sonora, porque muito músicos amam o livro e são fãs dele e do John. Então eles gentilmente nos deram suas músicas para usar, o que é ótimo porque é um tipo de viagem ao túnel do tempo quando você escuta algumas dessas músicas. Você tem Radiohead e Oasis e todos esses clássicos. Eu estava à beira disso. Em 96, eu tinha 7 anos, então The Story Morning Glory foi um dos primeiros álbuns que comprei. Esse foi meu despertar musical, de alguns jeitos, usando um termo terrível.
Mas em termos de pesquisar, você sabe, sai com pessoas do A&R assim como pessoas da indústria musical, e eu conheci algumas das pessoas que os personagens foram baseados e coisas assim, então isso foi mais útil. E também assisti Kevin Spacey em House of Cards. Ele possui um ótimo jeito de quebrar a quarta parede, então assisti bastante também, porque há cenas que tenho que fazer isso, o que é uma coisa muito complicada de fazer.

Esse é um lugar muito interessante para procurar inspiração. O que você focou sobre Spacey em House Of Cards?
Essa desconexão entre a pessoa pública e o pensamento privado. Pode ser uma coisa complicada de fazer, mas é meio o que acontece com cada pessoa do mundo. Digo, as pessoas raramente dizem exatamente o que estão pensando no momento.

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