Nicholas Hoult Brasil
julho 27, 2016  Os comentários estão fechados Entrevista Traduzida, Entrevistas, Equals, Filmes

Nicholas conversou com o site AZ Central por telefone durante o período de divulgação de Equals e falou sobre o filme e como foi a experiência de gravar longe de casa, confira:

Depois de ficar famoso como um ator mirim em “About a Boy,” Nicholas Hoult interpretou o peludo azul Beast em três filmes de “X-Men”, um zumbi sensível em “Warm Bodies” e o garoto de guerra em “Mad Max: Fury Road”.

A estrela britânica de 26 anos não ruge ou grita muito em seu último projeto, “Equals,” uma história de suspense sci-fi de amor proibido que se passa em um futuro distópico onde todas as emoções humanas foram reprimidas geneticamente. Mas quando seu personagem, Silas, é diagnosticado com “Switched On Syndrome,” ele começa a sentir pela primeira vez. E com a estrela de Twilight, Kristen Stewart como sua co-estrela, não é muito difícil de adivinhar onde isso pode chegar.

Hoult falou por telefone sobre seu indie em lançamento com o diretor Drake Doremus (“Like Crazy”).

Como é para um ator interpretar um personagem sem emoções?

É surpreendentemente estranho, porque seu instinto natural é sentir alguma coisa, e então tentar conter isso é um jeito completamente desumano de interagir. O estilo do Drake, o jeito que ele queria as coisas transmitidas era bem pequeno e sutil e contido porque é um despertar para esses personagens. Então é um desafio diferente, mas algo que eu realmente gostei de explorar com esses caras.

Como ele trabalha como diretor?

Ele é alguém que é tão apaixonado e está realmente fazendo filmes pelas razões certas. E muito colaborativo. Ele cria um ambiente onde você completamente esquece que você está fazendo um filme, praticamente. Você captura momentos que são muito reais e honestos, e isso é tudo que ele quer. Você complemente se perde nisso, e é raro, sabe. Normalmente tem um jeito rígido ação, corta, e você faz seu trabalho entre essas coisas, que não é a forma como isso funcionou de maneira alguma.

Como você se preparou. Teve muitos ensaios?

Isso foi com menos ensaio possível. Era mais sobre explorar no momento e deixar as câmeras rodando e fazendo longas tomadas e improvisando. Ensaio teve mais a ver com Drake, Kris e eu conhecendo uns aos outros, ficando tão confortáveis uns com os outros e confiando uns nos outros, que havia esse cobertor de segurança em volta de nós.

Você teve um vínculo com Kristen Stewart por que ambos eram atores mirins?

Na verdade não. Isso é algo que é obviamente parte de nossas vidas. Parte da coisa que nos faz similares é o fato que nós não estamos realmente no mundo clássico da atuação e treinamento, particularmente. Nós somos pessoas curiosas, e ela é incrivelmente inteligente e em contato com suas emoções. Então ela é inspiradora de se estar por perto. Ela é muito apaixonada e se importa de coração com filmes e contar histórias, e também aquele momento. Então é incrível fazer cenas com ela, por que o mínimo movimento com os olhos ou tremor da sua voz, você capta com tão pouco.

O filme foi gravado no Japão e Singapura. Isso foi uma aventura?

Nós viajamos por todo o Japão, porque havia um arquiteto (Tadao Ando) que desenhou todos esses museus e universidades e escritórios, essas estruturas imensas de vidro e aço que eram tão imaculadas e futuristas e tinha ângulos maravilhosos para o John (Guleserian), o diretor de fotografia, filmar. Elas eram parte da composição do filme. Uma das coisas mais incríveis sobre gravar filmes em locações é que muito poucas pessoas são de lá. É uma experiência que todos vocês estão tendo juntos. Vocês todos ficam no mesmo hotel e vivem juntos, basicamente, por meses. Você se torna muito próximo, e você está tendo todos esses ‘primeiros’ junto. Isso aproxima todo mundo mais do que se você estiver fazendo um filme enquanto as pessoas estão vivendo em casa e tendo vidas separadas e preocupações no mundo real.

Então, como é ter sua vida amorosa sendo notícia?

O que está escrito não é verdade de qualquer maneira, então na verdade é bem engraçado. E se você olhar isso no final das contas, eu acho que todo mundo tem suas próprias coisas em sua vida e coisas mais importantes acontecendo com elas, então a expressão britânica que eu normalmente uso para esse tipo de coisa é “tempestade em uma xícara de chá.”

Qual é a sua melhor história do set de “Mad Max”?

Oh, caramba, você está voltando lá atrás agora. Tem muitas coisas incríveis. Eu fiquei arrepiado naquele set muitas vezes só pelo ambiente e o barulho e o gosto do deserto e assistir os dublês e veículos fazendo seus trabalhos. Provavelmente só George Miller, o quão calmo no meio de tudo aquilo ele estava, quão gentil, quão ciente de todo mundo em volta dele e como ele conseguiu manter a calma entre 700 pessoas no meio do deserto da Namíbia. Foi extraordinário de se assistir, e é isso que o faz um diretor fenomenal.

E quanto a “Warm Bodies”?

Uma das minhas memórias favoritas disso foi na verdade o processo de audição, onde eu apareci na casa do Jonathan Levine em LA. Ele estava tipo, “Você acha que pode fazer isso?” E eu estava tipo, “Eu não faço ideia do que fazer.” Então eu apenas meio que cambaleava pela sala de estar dele grunhindo um pouco e fazendo as cenas. E então um caminhão de sorvete passou, e eu estava tipo, “Soooorveeete,” e eu acho que esse foi o momento que ele decidiu me dar o emprego.

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