Nicholas Hoult Brasil
05 Maio, 2016  Ana Comentarios estão fechados Entrevista Traduzida, Entrevistas, Kill Your Friends

Durante a divulgação de Kill Your Friends, Nicholas concedeu uma entrevista para o Independent UK onde falou sobre o filme e muito mais. Confira:

Nicholas Hoult encontrou a fama como uma criança com um corte de cabelo tigela. Agora ele está interpretando um psicopata drogado mas ele ainda tem muito que aprender, ele conta a Chris Sullivan.

É difícil de acreditar que o alto, jovem bem vestido sentado na minha frente é o mesmo Nicholas Caradoc Hoult que conheci quando ele tinha 12 anos, com um corte de cabelo tigela, no set de Um Grande Garoto. Do mesmo jeito que é difícil compreender que esse jovem extremamente bem educado é também o mesmo indivíduo que entrega uma performance genuína como Steven Stelfox, o implacável sexista, racista, cínico executivo de uma gravadora dos anos noventa em Kill Your Friends, uma adaptação de Owen Harris histericamente engraçada do best-seller de John Niven.

Eu não tinha tanta certeza que o Hoult de 25 anos, ou para todos os efeitos, qualquer ator mais jovem que 30 anos, poderia interpretar Stelfox, um personagem complexo, às vezes nocivo e estranhamente carismático, que carrega um peculiar cinismo cruel que normalmente vem com a idade.

“Eu não diria que isso foi fácil” ri Hoult. “A maioria dos personagens como Stelfox tem um castigo merecido ou algum tipo de arrependimento mas ele está disposto a ser mais sombrio que qualquer outra pessoa, ele é extremamente insano, incansável e sem remorsos até o fim. Felizmente, o diálogo de John Niven é hilariamente perverso e muito, muito plausível, por isso foi ótimo libertar e apreciar o inominável.”

Isso não é apenas uma vitória do diálogo. Hoult transmite a decadência ética do personagem com linguagem corporal, enquanto sua decrepita moral é gravada mais e mais profundamente em seus olhos conforme o filme avança. “Ele começa com muito autocontrole,” ele explica. “Sempre perspicaz e focado, então quando ele começa a perder o controle e pensar que vai perder o emprego e se tornar tudo que ele despreza, pânico e medo se instauram e ele decide fazer ‘qualquer coisa’ pra consertar isso.”

“Qualquer coisa” inclui suborno, coerção, homicídio premeditado e o enquadramento impiedoso de qualquer um que ousar entrar em seu caminho.

“Stelfox simboliza essa cultura que temos que é governada por pura e impiedosa ambição acima de bom gosto e talento,” diz Niven, um ex caça talentos na London Records por 10 anos. “O livro se tornou um depósito para as alegremente sórdidas, perversas, coisas corruptas que eu via.”

Consequentemente, uma das hilárias vertentes do filme mostra Stelfox fazendo uma audição de uma girl band composta de quatro mal vestidas, vadias escandalosamente sem talentos. Ele odeia audições quase tanto quanto odeia seus colegas da gravadora, então desdenhosamente as arruma uma música brega, edita suas vozes e de alguma maneira as coloca no topo das paradas. É tudo dolorosamente familiar.

“Talvez eu seja um romântico,” suspira Hoult, “mas eu gosto de lembrar dos velhos tempos em que as pessoas aprendiam seus ofícios. Agora as pessoas acham que tem o direito de serem famosas ou virarem uma celebridade sem trabalhar! Algumas pessoas conseguem atuar sem experiência prévia — elas apenas conseguem — mas eu tenho que investir meu tempo e ainda sentir que eu poderia ter feito melhor.”

Ninguém pode acusar o ator nascido em Wokingham de não investir seu tempo. Ele fez sua estreia no filme Relações Íntimas, aos 7 anos, recebeu notoriedade em Um Grande Garoto, se destacou em Juventude Rebelde, se tornou um galã protagonizando Skins e alcançou o pote de ouro atuando ao lado de Colin Firth em Direito de Amar.

Será que ele acha que não teve uma infância adequada? “Bom, é impossível dizer,” ele responde. “Mas eu sinto que eu sou realmente muito, muito sortudo. Ocasionalmente eu paro para pensar e percebo que viajei para lugares que a maioria das pessoas nunca foram e conheci inspiradoras, extraordinárias pessoas com quem posso aprender algo. E foi diferente para mim do que é para algum ator mirim americano que é tirado da escola e vive nesse estranho vácuo que é outro mundo. Eu continuei na escola e voltava a ser uma criança normal depois do trabalho, o que é inestimável.”

Depois de Direito de Amar, a carreira de Hoult decolou. Ele interpretou Hank McCoy/Fera em X-Men: Primeira Classe, sucesso de bilheteria do diretor Matthew Vaughn, foi o protagonista homônimo junto de Ewan McGregor e Stanley Tucci em Jack: O Caçador de Gigantes. Então ele repetiu seu papel como Hank McCoy em X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido e embarcou em um muito divulgado, relacionamento de 3 anos de idas e vindas com sua colega de elenco, ganhadora do Oscar e a atriz mais bem paga do mundo, Jennifer Lawrence.

São abundantes os rumores em relação ao casal. Alguns dizem que Hoult está tentando ganhar a afeição dela de volta depois de seu caso com Chris Martin do Coldplay já que os dois foram vistos chegando no mesmo dia em Montreal, Canadá para as gravações de X-Men: Apocalipse. Uma pergunta sobre a situação amorosa dos dois provoca um constrangido e enorme silêncio incômodo. Namorar deve ter sido um inferno com os paparazzi, entretanto? “Na época teve momentos disso em Los Angeles,” ele admite, obviamente relutante em falar. “Mas eu moro em Londres e posso pegar o metrô e ninguém vai ligar. Eu sou sortudo assim mas eu conheço pessoas cuja a vida se tornou completamente incontrolável e insuportável.”

Hoult insiste que ele não vai perder contato com a realidade. “Eu ainda posso ir em um bar e tomar uma cerveja e vagar por aí,” ele esclarece. “E eu realmente preciso disso. Uma vez que você perde isso, pode se tornar muito difícil interpretar coisas em um natural, jeito humano já que você não faz mais parte de um natural, mundo humano.”

“Mas um dos momentos mais legais do meu trabalho é quando alguém vem até você e diz ‘Eu realmente gostei de você nesse filme’ — sem fotos, sem autógrafos — só um momento genuíno. Isso é uma coisa ótima. A única coisa que me incomoda é quando as pessoas fingem que não estão tirando uma foto sua. É tipo, ‘Cara, apenas peça a foto – está tudo bem mas eu posso ver exatamente o que você esta fazendo’. O que é pior é quando você pensa que alguém está tirando uma foto sua e você vai confrontá-la e ela não está. Um amigo meu bem conhecido abordou esse cara com uma grande câmera profissional que estava fotografando em uma cafeteria em que estávamos. Ele chegou e disse, ‘Cara, tipo, o que você está fazendo?’ Mas esse cara não sabia quem ele era e, por alguma razão, na verdade estava tirando alguns closes da máquina de café.”

Eu temo que os dias pacíficos de anonimato de Hoult podem acabar em breve. Nos previamente papéis importantes ele estava pintado e coberto de pelo azul em X-Men e com sua cabeça raspada e pálido como o escravo doente terminal maluco em uma missão, Nux em Mad Max: Estrada da Fúria. Mas nos próximos lançamentos tais como Equals (no qual ele protagoniza com Kristen Stewart), Rebel in the Rye, onde ele interpreta J D Salinger, e Collide, um filme sobre tráfico de drogas com Anthony Hopkins e Felicity Jones, certamente o vão expor para o mundo. Inteiramente tranquilo, ele parece mais decidido em construir um currículo sério do que se preocupar com a rigidez da fama.

“Tudo que quero fazer é não me repetir ou pegar escolhas fáceis de filmes,” sorri o ator que, nos últimos tempos, interpretou um soldado, um zumbi, um psicopata e um mutante. “Podem me oferecer um drama de época, o que seria um sucesso fácil e financeiramente recompensador, mas não tem sabor neles; e em algum ponto você tem que, como o Tom Hardy diz, merecer seu sustento. Então sim, eu ainda tenho muito o que provar e várias coisas para aprender, e muito espaço para melhorar.”

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26 Abril, 2016  Ana Comentarios estão fechados Entrevista Traduzida, Kill Your Friends

Em entrevista para o site Standard, no ano passado, Nicholas comentou um pouco sobre Kill Your Friends e também seu personagem, Steven Stelfox. Confira abaixo:

A estrela de X-Men faz um implacável agente de A&R em Kill Your Friends – baseado no livro de John Niven, o bestseller de mesmo nome lançado em 2008. Hoult diz que o sexo e violência mostrados no filme não são para todos os gostos.

Em uma conversa com a Standar enquanto promovia o filme em Toronto, ele disse: “O especial sobre o livro é que afeta o lado mais sombrio e distorcido da natureza humana. É implacável e sem remorso e tivemos que fazer o mesmo com o filme.

“Algumas pessoas não entendem e também é bem complicado já que o personagem não tem nenhuma qualidade e é difícil torcer para ele! Não vai ser do gosto de todos, mas as pessoas que gostam do estilo vão amar.”

Hoult, 25, que ganhou fama em 2002 como um menino de 12 anos em About A Boy, de Nick Hornby, diz que ele apreciou o papel de um ultrajante homem da musica, Steven Stelfox. Ele disse: “Ele é honesto de uma forma em que todas as suas observações e coisas que diz não são muito politicamente corretas ou certas ou que eu concorde com elas. Mas ele é sempre direto.”

Kill Your Friends também é estrelado por James Corden, Tom Riley e Rosanna Arquette. A trilha sonora contem  Oasis,Blur, The Chemical Brothers e Radiohead e Hoult disse: “Era uma época fenomenal para a musica – foi um tempo muito bom.”

Fonte | Tradução:  Ana – NHBR

26 Abril, 2016  Ana Comentarios estão fechados Entrevista Traduzida, Entrevistas, Filmes, Kill Your Friends

Confira uma nova entrevista com o Nicholas para a Entertainment Weekly, onde ele fala sobre Kill Your Friends e o processo de interpretar Steven Stelfox:

Você na verdade conseguiu o roteiro de Kill Your Friends alguns anos atrás, certo?
Sim, foi um processo de roteiro bem aleatório, porque eu estava sentado do Hyde Park em Londres, e um produtor me encontrou e disse, “Eu tenho esse roteiro chamado Kill Your Friends.” E obviamente, na minha mente, eu estava tipo, “Um, ok. Vou te dar o número do meu agente, mas eu não espero ver um roteiro ou qualquer coisa disso.” E então um tempo depois, eu peguei o roteiro e li, e naquela época eu não achava que era velho o bastante para interpretar o personagem. Era muito cedo no processo de desenvolvimento, e não parecia certo. Acho que talvez um ano depois, eles voltaram e tinham contratado Owen Harris para dirigir, e eu li o roteiro de novo, e não sei. Naquele momento, eu estava tipo, sim, por que não? Vamos nos divertir. Algo tinha mudado naquele ano onde achei que era capaz de fazer isso.

Então o que foi que te atraiu na segunda vez?
Eu gostei muito da escrita de John. Eu acho obscura e distorcida e um pouco observador. Ele mergulhou na indústria musical, e para os meus amigos que são dessa indústria ou qualquer pessoa que esteve nessa indústria, pode ser um lugar horrendo. Como qualquer indústria, eu acho, dependendo de que lado você está. Eu apenas pensei que John teve um jeito muito interessante de retratar isso, e esse personagem era irremediável. Apenas me fez rir, de um jeito que talvez eu não deveria.

Você teve alguma hesitação sobre abordar um personagem tão antipático? Stelfox é muito manipulador e violento e em geral muito desagradável.
Não muito, porque eu não sou alguém que está tentando formar uma carreira com as pessoas pensando que sempre interpreto o cara legal ou esse tipo de coisa. Eu realmente não tenho nenhuma restrição. Digo, falando de qualquer papel, sempre há restrições do tipo “eu posso fazer isso? Isso vai funcionar?” Você chega no set no primeiro dia, e então pensa “Certo, agora eu tenho que fazer isso,” e isso é uma perspectiva aterrorizante com qualquer papel. Certamente há personagens que você olha e pensa “Eu tenho uma ideia de como fazer isso, e é dentro da minha zona de conforto,” e eu acho que esse papel não estava na minha zona de conforto que eu estava fazendo e o que é mais natural, talvez. Então foi um bom desafio.

O filme segue uma linha muito interessante entre humor negro e alguns momentos obscuros realmente intensos. Foi difícil encontrar o tom certo?
Isso foi mais entre Owen e John do que para mim. Para mim, foi só interpretar fielmente. Eu nunca interpreto esse tipo particular como comédia. Mas acho que é algo que a audiência tem dificuldade de ler de vez em quando. É tão engraçado de um jeito obscuro algumas vezes ou errado que você não sabe qual lado você está ou o que é aceitável dar risada, e eu acho que isso desafia um pouco as pessoas. Em alguns momentos eu sento e fico “Oh, isso é um pouco perigoso.” Mas é baseado em algo verdadeiro, porque John trabalhou como A&R na indústria musical nos anos 90. Muito da história é fictício, mas os personagens e as coisas são baseadas em pessoas reais e os eventos são um pouco similares aos eventos reais que aconteceram.

Você interpreta um A&R que não está interessado em música, apesar de isso ser o seu trabalho. Mas você fez alguma pesquisa ou tentou mergulhar na música dos anos 90? Você ouvia alguma coisa?
Bom, pelo fato do meu personagem não ter interesse na música dos anos 90 ou música em geral, de verdade, não houve necessidade de mergulhar na música da época. Mas, por sorte, nós temos uma ótima trilha sonora, porque muito músicos amam o livro e são fãs dele e do John. Então eles gentilmente nos deram suas músicas para usar, o que é ótimo porque é um tipo de viagem ao túnel do tempo quando você escuta algumas dessas músicas. Você tem Radiohead e Oasis e todos esses clássicos. Eu estava à beira disso. Em 96, eu tinha 7 anos, então The Story Morning Glory foi um dos primeiros álbuns que comprei. Esse foi meu despertar musical, de alguns jeitos, usando um termo terrível.
Mas em termos de pesquisar, você sabe, sai com pessoas do A&R assim como pessoas da indústria musical, e eu conheci algumas das pessoas que os personagens foram baseados e coisas assim, então isso foi mais útil. E também assisti Kevin Spacey em House of Cards. Ele possui um ótimo jeito de quebrar a quarta parede, então assisti bastante também, porque há cenas que tenho que fazer isso, o que é uma coisa muito complicada de fazer.

Esse é um lugar muito interessante para procurar inspiração. O que você focou sobre Spacey em House Of Cards?
Essa desconexão entre a pessoa pública e o pensamento privado. Pode ser uma coisa complicada de fazer, mas é meio o que acontece com cada pessoa do mundo. Digo, as pessoas raramente dizem exatamente o que estão pensando no momento.

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23 Abril, 2016  Ana Comentarios estão fechados Entrevista Traduzida, Entrevistas, Kill Your Friends

O autor de Kill Your Friends entrevistou Nicholas durante a promo de Kill Your Friends. Confira a entrevista completa abaixo:

A primeira vez que eu conheci Nicholas Hoult foi em um escritório no Pinewood Studios, em março de 2014. Foi uns dias depois do inicio das gravações de Kill Your Frieds, o filme inspirado no meu livro de mesmo nome. Meu pensamento foi ‘’Wow, alguém tão alto e tão bonito não deveria existir.” Você pode imaginar minha decepção esmagadora quando eu descobri que além de ser alto e bonito, Nick também é inteligente, acolhedor, simpático e são.

Claro que essas qualidade são completamente diferentes de Steven Stelfox, o personagem que Nick iria fazer. Para aquele que não leram o livro, Stelfox é um implacável e imoral agente de A&R em uma grande gravadora em Londres em 1997, o auge do Britpop. Ele é um cara que fará de tudo para chegar ao topo. Quanto mais eu conhecia o Nick mais eu pensava, “Wow. Ele realmente vai ter que trabalhar nesse aqui.” Graças a deus ele fez, dando vida ao personagem em uma performance memorável.

Claro que quando você trabalha com alguém (eu escrevi o roteiro do filme) você raramente faz perguntas. Você está muito ocupado com seu trabalho. Então fiquei feliz quando NME me convidou para sentar e conversar com o Nick e descobrir um pouco mais sobre o que ele estava pensando quando pegou o papel que foi descrito como “um dos personagens mais desgraçados da literatura.” Nos encontramos no Soho Hotel na Dean Street, Londres, onde bebemos Martinis, comemos mini hamburgers e conversamos pela primeira vez em quase um ano.

Com Kill Your Friends, o que você leu primeiro, o roteiro ou o livro?

O roteiro. Gregor [Cameron, produtor] se encontrou comigo no Hyde Park alguns anos atrás e me deu uma cópia. Eu pensei ‘Uh oh, alerta de cara louco.’ E Owen [Harris, diretor] ainda não estava no projeto, então não parecia real para ser honesto. Eu estava filmando outro filme por um ano e então Owen apareceu – eu seu episódio em Black Mirror – então eu li o roteiro novamente e então o livro, e era o ponto onde eu pensei “Porra, eu tenho que fazer esse personagem.” E, você sabe, aquele ano fez uma grande diferença.

Sim, inicialmente eu pensei que você era novo demais para ser Stelfox. Eu acho que você tinha 23 anos quando foi cotado e o personagem tinha 26. Mas agora você tem o que, 25?

Sim.

E alguns anos fazem uma grande diferença na sua idade. E também, escalar alguém como Craig Roberts oposto a você faz uma grande diferença em como você fica na tela.

Definitivamente. Craig é ótimo no filme. E é difícil, pois depois de você ler o livro você começa a ter ideias sobre como os personagens são, especialmente quando eu estava tentando ver tudo na perspectiva do Stelfox.

Você teve alguma limitação em fazer um personagem tão descaradamente e assumidamente antipático?

Não. Estranhamente eu estava gostando. Eu estava lendo o livro novamente ante de começarmos a gravar. Eu estava andando pela cidade e ocasionalmente eu tinha que parar pois eu olhava as pessoas e ouvia a voz do Stelfox na minha cabeça. Você sabe, o que ele pensaria sobre eles, descrever eles ou o que ele faria com eles. Acontecia muito no trem…

 Teve algum momento do roteiro onde você pensou, “mal posso esperar para fazer isso”?

Certamente qualquer momento onde algo da errado e ele perde o controle por um segundo. O discurso no jantar quando ele está tentando assinar com o The Lazies e então mostra o que ele realmente queria dizer.

 Esse é um dos prazeres do filme: A divergência entre o que ele está pensando e dizendo em qualquer situação. Nós tivemos que tentar várias coisas para fazer isso funcionar no filme…

Owen me fez assistir House Of Cards.

É muito frustrante como um escritor, já que o original eu escrevi quatro ou cinco anos atrás, em 2010 ou 2011, tem muita conversa com a câmera e então – você sabe o processo de fazer um filme, leva tempo para ter qualquer coisa feita – na época que o filme estava acontecendo House Of Cards e Wolf Of Wall Street tinham saído e pessoas iriam pensar que você estava imitando eles. Eu tenho rascunhos com datas de três anos antes desses filmes acontecerem.

Eu amo essas partes brutalmente honestas. O ritmo da linguagem e a criatividade em dizer coisas desastrosas e horríveis ainda é astuto e observador. Isso foi muito atraente.

Por Que você decidiu fazer Kill Your Friends? Você poderia ter ganho muito mais dinheiro fazendo outra coisa…

Ah… Sim! Eu poderia! [Ri, e então fica pensativo] Eu apenas acreditei nisso. Você sabe? Primeiramente, eu não tinha lido nada como isso. Quero dizer, obviamente você escutou falar sobre a comparação com Psicopata Americano, mas não acho que o tom é o mesmo. Certamente há uma falta de empatia com ambos os personagens…

Como no livro não há nenhuma história de fundo, você não sabe o motivo de Stelfox ser como ele é. Presumidamente você como um ator pensou sobre isso?

Owen e eu conversamos sobre como Stelfox tem medo de se tornar o tipo de pessoa que ele mais despreza – um membro do público geral. Apenas um ninguém. Nós falamos sobre como ele provavelmente não teve nenhuma educação e como ele não tinha nenhuma rede de segurança, enquanto várias pessoas a sua volta provavelmente vêm de famílias ricas. Stelfox precisa ter sucesso a todo custo.

Curiosamente, uma das inspirações para Stelfox foi Don Simpson. Simpson era um garoto pobre do Alaska que esculpiu seu caminho até o ponto de Hollywood e ele era apenas uma fonte de grandes orçamentos. Ele disse algo do tipo: “Você sabe, eu vejo crianças entrando no mundo dos filmes o tempo todo. E eles são espertos e engraçados e amam filmes e gostam de ir para o almoço e coisas do tipo e eu penso EU VOU TE ATROPELAR COM A PORRA DE UMA CAMINHONETE.” Ele era alguém com um foco extraordinário. Você deveria ler a biografia dele por Charles Fleming.

É um pouco tarde para pesquisas agora.

Verdade. Deixe-me perguntar isso, você se lembra das musicas do filme? Presumidamente você estava na escola na época que o livro foi lançado…

Em 1997? Sim. Eu tinha sete anos! Eu acho que ‘(What’s The Story) Morning Glory’ do Oasis foi um dos primeiros álbuns que eu comprei, anos depois de ter sido lançado. Eu costumava entrar no quarto do meu irmão e ouvir seu Walkman. The Prodigy’s ‘The Fat Of The Land’ é um que eu lembro ouvir e ficar “Wahhhgh!” O que mais? Eu lembro que realmente gostava de “Ooh Ah… Just A Little Bit” da Gina G. Eu fiava “Porra de musica!” Como eu disse, eu tinha sete anos.

Eu acho que os anos 90 para você foi a mesma coisa que 1970 para mim – quase histórico.

Sim e não. O jeito que o meu cérebro trabalha, parece tudo contemporâneo até você voltar em 1950 ou 60. Alguém comentou outro dia que ‘Crazy In Love’ tem 12 anos e eu fiquei tipo: “Espera ai – O que?”

Cara eu sou um ancião. Eu acho que The Strokes é uma banda nova.

Hahahahahaha! Se eu estou conversando com alguém de 18 ou 19 anos e eu menciono um rap clássico, e eles não conhecem, eu fico ‘Como você não conhece?’ E então eu lembro que eles tinham uns sete anos quando foi lançado e provavelmente não ouviam muito rap.

Você é um grande fã de rap?

Eu sou, na verdade. Eu acho que o último show que eu fui foi do Kendrick Lamar.

Eu amei o último álbum.

Você conhece seu primeiro álbum?

 Não muito.

Cara, é fenomenal.

“Bitch Don’t Kill My Vibe”?

Esse tem um lugar especial no meu coração.

O que mais, musicalmente?

Eu ainda amo Eminem. O primeiro ‘Marshall Mathers LP’. Etta James, Otis Redding, The Rolling Stones. Eu gostei do último álbum do Jamie XX. É como filme, não é? Você não diz ‘Eu apenas gosto de um tipo de filme,’ diz? Mas então, eu não escuto muito death metal, por exemplo.

Assim como em Kill Your Friends, você esteve em alguns filmes de X-Men. Recentemente nós vimos Spielberg e Emma Thompson ponderando sobre a onipresença dos filmes de super-herói…

As vezes vejo filmes de super-heróis e fico frustrado com eles. Parece que são apenas embalagens e não estão se esforçando o bastante, porque eles sabem que é uma fórmula rentável. Mas eu amo os filmes de X-Men pois eles tem coração e tem atores como Michael Fassbender, que trazem muito para os personagens. Os heróis nesse mudo não são presunçosos. Você não quer assistir alguém que você sabe que vai ganhar desde o começo apenas se incrível por duas horas.

É uma época interessante para você como ator, fazendo filmes de X-Men e Kill Your Friends…

Sim. Não porque eu esteja pensando, “Oh wow! Está tudo acontecendo para mim!” Mas é porque eu estou fazendo coisas diferentes, interessantes. Alguns anos atrás eu estaria lendo o roteiro de Kill Your Friends e pensando, “Eu amaria fazer isso,” e eles iriam escalar alguém com seus 20 anos. Agora eu faço coisas como Mad Max e Equals.

Foi divertido interpretar alguém como Stelfox?

Foi. Sendo um ator desde criança eu sempre fui ciente das armadilhas do jogo. E a chance do fracasso. Então eu sempre fui muito sensível e cuidadoso para não deixar a coisa toda fugir de mim. Por quando você está em um filme famoso quando é uma criança, você não que isso seja o ponto alto da sua vida. E também, tudo parece um pouco mais seguro esses dias, na musica e na atuação. E fazer alguém como Stelfox, que mostra o lado sombrio e fica louco com isso foi muito divertido.

Falando de About A Boy, as pessoas já pediram para recriar a cena de Killing Me Softly em alguma festa?

Ah… Não. Mas as pessoas costumavam cantar ‘Shake Your Ass’ para mim quando eu passava na rua.

E você fazia?

Nunca. Nunca mesmo.

Fonte | Tradução: Ana – NHBR

16 outubro, 2015  Bruna Comentarios estão fechados Kill Your Friends, Vídeo

Com o lançamento europeu de “Kill Your Friends” cada vez mais próximo, o filme ganhou o vídeo de uma cena completa para sua divulgação na França. Assista abaixo:

16 outubro, 2015  Bruna Comentarios estão fechados Kill Your Friends, Trailer

O filme “Kill Your Friends”, estrelado por Nicholas, acabou de ganhar seu segundo trailer! Assista abaixo:

“Kill Your Friends” será lançado em 6 de Novembro no Reino Unido.



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