Nicholas Hoult Brasil
julho 16, 2016  Os comentários estão fechados Co-stars, Entrevistas, Equals, Kristen Stewart

Durante a press de Equals, Nicholas, Kristen e Drake responderam algumas questões relacionadas ao filme, o que eles achariam de viver em um mundo sem emoções, como foi filmar na Ásia e sobre as cenas mais íntimas. Confira:

Você só precisa olhar para as notícias recentes para ver que as emoções estão com tudo agora na América. Isso faz com que o drama sci-fi Equals seja uma parábola futurista particularmente oportuna. Situado em uma sociedade onde as emoções humanas foram forçadamente eliminadas da nossa composição genética, o filme segue dois cidadãos desta distopia brilhante — Silas (Nicholas Hoult) e Nia (Kristen Stewart) — que sucumbem a essa doença debilitante conhecido como “se apaixonar”. É um romance profundo na tradição de Romeu e Julieta e Loucamente Apaixonados, o filme de 2011 do diretor de Equals, Drake Doremus.

Esse filme vencedor do Sundance, foi estrelado pelo falecido Anton Yelchin e Felicity Jones como um casal que se apegam a um romance de verão por muito mais tempo do que é saudável para qualquer um deles. Da mesma forma, Silas e Nia não sabem como parar um ao outro, mesmo que seus sentimentos os tornem párias em sua sociedade. “Isso é o que me interessa”, Doremus diz ao Yahoo Movies. “A ideia de que você só sabe que alguém é sua alma gêmea quando não pode se livrar dela, mesmo quando você tenta.” Em conversas separadas, falamos com Doremus e as estrelas Stewart e Hoult sobre a experiência de criação de um futuro governado pela lógica, ao invés de emoções.

Sobre os prós e os contras de viver em um mundo sem emoções:
Drake Doremus: Eu sou uma pessoa tão emocional que não posso me imaginar estando neste mundo. Mas eu acho que é fascinante remover essa coisa que nos faz mais humano, que é a capacidade de amar. E então é realmente fascinante pensar, nós deveríamos encontrar um caminho de volta para isso? É mais produtivo para a sociedade se concentrar na exploração e curiosidade, sem as coisas que nos impedem? E a resposta é não, não mesmo. A vida é confusa, e as relações são desorganizadas. Não é perfeito, e devemos aceitar que isso é realmente importante.
Kristen Stewart: É uma pergunta hipotética que é boa para a conversa e para este filme, mas eu realmente não acho que você poderia ter este tipo de mundo. Nós seríamos apenas massas de carne de pessoas indiferentes, que nunca saiu da cama; não teríamos nenhuma resposta humana sobre qualquer coisa. Não haveria nenhuma curiosidade intelectual ou desejo de progresso. Eu nem saberia como viver sem isso.
Nicholas Hoult: Seria uma sociedade mais fácil para se viver, e haveria muito mais paz sem as coisas terríveis que as pessoas sentem tão profundamente. Mas você não pode ter o bom sem o mau.

As influências específicas de sci-fi no filme:
Doremus: Grande revelação: Eu nunca vi THX-1138, e eu nunca li 1984. Mas tenho eu vi e amo, Fahrenheit 451 de François Truffaut. Esse filme foi feito nos anos 60, mas parece que poderia ter sido feito hoje, porque não há nada que amarra àquela época. Blade Runner é também uma influência do ponto de vista de sua música etérea e visual. É uma espécie de um poema de tom. Com Equals, eu sempre digo a público antes do filme para desligarem suas mentes e ligarem seus corações. Não é um filme de pensamento, é um filme de sentimento.

Sobre as cenas íntimas do filme, incluindo um encontro sensual em um chuveiro:
Hoult: Drake dá um espaço e um ambiente onde você se sente seguro para explorar e fazer a sua coisa. Mas dentro disso, ele é muito encorajador e se importa muito. Era estranho ir de zero a cem, em certo sentido, saltando entre as cenas em que você não pode sentir nada e cenas em que você está experimentando coisas pela primeira vez.
Stewart: Essas pessoas sabem como andar e falar, e eles têm empregos. Assim, eles não são crianças. No entanto, eles estão emocionalmente e sexualmente [atrofiados]. Se você simplesmente coloca duas pessoas que nasceram como adultos um em frente do outro, o que eles iriam fazer — especialmente se eles fossem atraídos um pelo outro? Eles não sabem como beijar ou procriar classicamente, mas eles ainda são humanos. É uma hipotética estranha, mas eu posso imaginar.
Doremus: Kristen e Nic atiraram-se completamente no filme. Foi incrível estar envolvido nessa energia. Eles são tão diferentes; Nic é meio tímido, e Kristen é muito apaixonada e intensa. Eles trouxeram coisas um no outro que eu não acho que outras pessoas teriam feito. Você não quer dirigi-los demais. No set, eu não falava muito, para ser honesto. Eu apenas tentei deixar a câmera rolar e os deixei explorar a dinâmica que existe e sai do caminho mais do que tudo.

Sobre filmar na Ásia:
Doremus: Filmamos no Japão, em Tóquio, Kōbe e Osaka, e também em Singapura – todos esses lugares incrivelmente bonitos. A maioria dos locais foram museus, universidades ou institutos. Eu queria que tudo fosse prático; Eu não queria um filme de tela verde. Isso precisava parecer como uma versão tangível de 10 anos a partir de agora. 2016 em Los Angeles e 2016 no Japão são tão diferentes; quando eu estava lá, era como, “Eu não sei nem mesmo em que século estou!”. É um mundo tão diferente e um mundo melhor em alguns sentidos.
Hoult: A arquitetura e a aparência [desses locais] é muito mais uma parte deste mundo. Você percebe o quão limpo e preciso que eles eram, mas também o quão vazio de qualquer toque humano ou personalidade.

Fonte








Nicholas Hoult Brasil é um fansite não oficial e sem fins lucrativos. Não temos nenhuma ligação direta com Nicholas, seus representantes, familiares, amigos, etc. Pedimos que as matérias traduzidas, bem como todo o conteúdo pesquisado e editado pela nossa equipe, sejam sempre creditados quando usado em outro site. Se há algo seu aqui que você gostaria que tirássemos do ar, entre em contato conosco antes de tomar qualquer ação legal. Agradecemos a compreensão e volte sempre!